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Rede Cidade Digital - Falta de formação e infraestrutura prejudicam o bom uso da internet nas escolas
Falta de formação e infraestrutura prejudicam o bom uso da internet nas escolas

22/10/2015 09:54h

Falta de formação e infraestrutura prejudicam o bom uso da internet nas escolas

Pesquisa entrevistou diretores, coordenadores pedagógicos, professores e alunos de escolas públicas e privadas

O uso das tecnologia de informação e comunicação
(TIC) nas escolas brasileiras ainda representa um
desafio para projetos educacionais e políticas
públicas, comenta Alexandre Barbosa, gerente do
Cetic.br

Nos últimos anos, o interesse dos professores em utilizar a internet para fins pedagógicos cresceu consideravelmente. O uso de recursos educacionais digitais torna a aprendizagem mais dinâmica e, dessa forma, atrai a atenção dos alunos. Porém, a infraestrutura e a capacitação dos professores para utilizar esses recursos ainda se mostram um desafio. Esse foi um dos resultados da pesquisa TIC Educação 2014, divulgada em setembro pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

De setembro de 2014 a março de 2015, a TIC Educação entrevistou 930 diretores, 881 coordenadores pedagógicos, 1.770 professores e 9.532 alunos de 930 escolas públicas e privadas, de Ensino Fundamental e Médio, localizadas em áreas urbanas. A pesquisa tem como objetivo investigar como é feito o uso de computadores e da Internet nas escolas, e é realizada desde 2010.

O primeiro empecilho para o bom uso das TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) em escolas públicas começa já na capacitação dos professores. Durante a pesquisa, 67% deles declararam que aprenderam a utilizar o computador e a internet sozinhos, 57% declararam ter feito um curso específico. Houve ainda os que declaram aprender com os próprios alunos (11%). Dos professores que tiveram acesso a algum curso específico, 75% pagaram do próprio bolso e apenas 27% fizeram cursos oferecidos pelo Governo. Dos profissionais com curso superior, somente 7% cursaram uma disciplina específica sobre o uso do computador e da Internet durante a faculdade.

Entre as escolas públicas, 92% possuem acesso a internet e em 33% delas a velocidade da conexão varia de 1 a 2 Mbp/s. Essa baixa velocidade é um grande problema para o bom andamento das atividades, principalmente quando consideramos o fato de que na maioria das escolas mais de um computador está conectado à rede. Dessas escolas, 99% possuem computador de mesa, 79% computador portátil e 29% têm tablets. Quando vão realizar atividades com computador ou Internet, a maioria dos professores (55%) vão para o laboratório de informática/sala de computadores e apenas 30% trabalham com esses recursos em sala de aula.

Para Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, “embora a infraestrutura de tecnologia de informação e comunicação (TIC) esteja avançando nas escolas brasileiras, o seu uso, bem como a sua apropriação nas práticas pedagógicas, ainda representa um desafio para projetos educacionais e políticas públicas”. A pesquisa constatou que 82% dos professores do ensino público produzem conteúdos para as aulas por meio do uso das TIC, mas apenas 28% os publicam. Em relação ao levantamento de 2013, houve um aumento de sete pontos percentuais, mas seria interessante que um número maior de pessoas compartilhassem sua produção (saiba como compartilhar Recursos Educacionais Abertos nesse post).

Entre os alunos, 87% são usuários de Internet (utilizaram a Internet nos últimos 3 meses). Mas, somente 41% deles fizeram uso da rede na escola, sendo que o local em que mais utilizam o computador é seu domicílio (77%). A TIC Educação 2014 verificou também que o uso de redes sociais é muito grande entre os jovens brasileiros, “porém, menos da metade dos alunos que participam de redes sociais utiliza essas plataformas para trabalhos escolares”, constata Alexandre Barbosa.

Para ver a pesquisa TIC Educação 2014 na íntegra e acessar as pesquisas de anos anteriores, clique aqui.

(Via Revista Escola)