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Rede Cidade Digital - MCTIC inaugura centro de saberes e trocas tecnológicas de comunidade indígena no Alto Xingu
MCTIC inaugura centro de saberes e trocas tecnológicas de comunidade indígena no Alto Xingu

23/08/2016 15:30h

MCTIC inaugura centro de saberes e trocas tecnológicas de comunidade indígena no Alto Xingu

Computadores e sistemas com placas solares chegam à aldeia Yawalapity mantendo a preservação da cultura local

A comunidade indígena se alia ao mundo high-tech com o Kupati Inukusha, o Centro de Saberes e Trocas Tecnológicas na Aldeia Yawalapiti, do povo de mesmo nome, localizada no Alto Xingu, em Mato Grosso.

O envolvimento se deu a partir da parceria articulada pela nação indígena com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa. Também participam da iniciativa a Universidade de Brasília (UnB) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq). A inauguração ocorreu durante o Kuarup, um dos mais importantes rituais dos povos indígenas.

O projeto busca integrar o saber tradicional e o saber científico. O centro conta com uma infraestrutura com sistema fotovoltaico de placas solares, computadores, equipamentos de projeção e registro audiovisual e todo o material de apoio. A iniciativa teve início a partir de uma visita técnica da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis/MCTIC) à aldeia em 2011, tendo sido viabilizado por meio do Programa Tecnologia para Cidades Sustentáveis dois anos mais tarde.

O Kupati Inukusha já desenvolveu ações voltadas a piscicultura, agrofloresta, língua, capacitação em projetos e constituição de acervo audiovisual. O projeto é coordenado por José Jorge de Carvalho, do INCT de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa. Com uma programação contínua, o projeto trabalha com as atividades de formação e capacitação, preservação dos saberes tradicionais, trocas tecnológicas e intercâmbios culturais.

"Sempre tivemos um desejo grande de ter criação de peixes na aldeia e o Centro de Saberes é importante porque se preocupa com a língua Yawalapiti, cuja preservação é também uma ação do projeto", frisou o Cacique Aritana, chefe da comunidade.

Segundo o analista em Ciência e Tecnologia do MCTIC, Guilherme Wiedman, o Centro de Saberes e Trocas Tecnológicas na Aldeia Yawalapiti tem como finalidade constituir uma rede ampla de apoio permanente e já conta com instituições como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e as universidades que integram a Rede do INCT de Inclusão, além de participantes da sociedade civil.

"Trata-se de uma iniciativa multidisciplinar inovadora que, sendo bem sucedida, pode servir de referência para outros projetos voltados às comunidades tradicionais", afirma o servidor do MCTIC.

Via MCTIC.