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Rede Cidade Digital - Conectividade no campo pode gerar economia de 345 milhões de dólares ao ano no Paraná
Conectividade no campo pode gerar economia de 345 milhões de dólares ao ano no Paraná

Por Sharlene Sarti em 25/11/2016 15:53h

Conectividade no campo pode gerar economia de 345 milhões de dólares ao ano no Paraná

Tecnologia na Agricultura, Educação e Gestão foram alguns dos temas abordados nesta sexta-feira (25) durante o 4º Congresso Paranaense de Cidades Digitais, realizado em Maringá

A falta de sinal de internet e de telefone nas pequenas cidades dificulta não só a vida dos jovens, mas também o trabalho de produtores rurais no Estado. Segundo o Engenheiro Agrônomo da Emater (Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural), Celso Daniel Seratto, o potencial de economia do setor no Estado pode chegar a 345 milhões de dólares, caso pelo menos metade das propriedades façam uso de ferramentas envolvendo as Tecnologias da Informação e Comunicação. Atualmente, o percentual que utiliza chega a apenas 10%.

A tecnologia na agricultura foi dos temas tratados por gestores, nesta quinta e sexta-feira, dias 24 e 25, em Maringá, durante o 4º Congresso Paranaense de Cidades Digitais, promovido pela Rede Cidade Digital (RCD) em parceria com a Prefeitura Municipal.

Seratto explica que a entidade auxilia diariamente no monitoramento de pragas e doenças em mais de 200 propriedades, em 120 municípios no Estado. Dessas, 64 são acompanhadas regularmente, e que auxiliam a tomada de decisão dos produtores conectados pela web.

Eles recebem boletins e informações em tempo real pelo celular, e-mail e acesso ao site. “Permite a economia de quatro a oito sacas por hectare em relação aos produtores que não adotam as tecnologias. É um dinheiro que deixa de ser exportado”, observa ele sobre o universo de 5,2 milhões de hectares de terras em produtividade no Paraná. “O produtor de 10 mil alqueires consegue economizar até R$7 mil por safra. O processo de trabalho nos municípios existe em grupos aonde a gente utiliza principalmente o WhatsApp”, conta o engenheiro.

Além da zona rural, inovações para dar agilidade e desburocratizar os serviços públicos foram abordados nos dois dias do 4º Congresso Paranaense de Cidades Digitais, realizado na Unicesumar, e que reuniu representantes de mais de 100 municípios. “São problemas nos quais a tecnologia é estratégica para solucioná-los e precisam de tomada de decisão, com um planejamento que atenda às necessidades de cada localidade a curto, médio e longo prazo”, observa o diretor da RCD, José Marinho.

Nesta sexta, destaque para o uso de tecnologia na Educação e os exemplos de municípios como Passo Fundo e Caxias do Sul (RS). O conjunto de tecnologias para agregar inteligência no serviço público foi outro ponto importante trazido no Congresso para as novas gestões, na avaliação do diretor da RCD. “São aplicações utilizando sistemas e uma enorme base de dados que irão aprimorar a qualidade dos serviços públicos, reduzir custos e, principalmente, melhorar a qualidade de vida das pessoas”, completa.

A iniciativa teve o patrocínio master da ENW e SAJ Procuradorias; ouro da Copel Telecom, Exati Tecnologia, Smart Matrix, W3 Informática e Senografia Desenvolvimento e Soluções; prata da Digistar Telecomunicações, Paliari, DRZ, Sinax, Rang Tecnologia, Gauss Geotecnologia e Smartconn Telecomunicações; bronze da UniCesumar. O Congresso também contou com o apoio institucional do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; da Associação de Municípios do Paraná (AMP), das associações de municípios AMCG, AMSOP, AMUNOP, ASSOMEC, CANTU, AMCESPAR, AMEPAR, AMERIOS, AMUNORPI, AMUSEP, COMCAM, AMUVI e AMUNPAR, além da ABRANET, ABEPREST, Assespro-PR, ABINC, ACIM, Terra Roxa Investimentos, União dos Vereadores do Paraná (UVEPAR) e Redetelesul.