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Rede Cidade Digital - Municípios devem aliar tecnologia urbana e humana
Municípios devem aliar tecnologia urbana e humana

Por Sharlene Sarti em 26/01/2017 15:22h

Municípios devem aliar tecnologia urbana e humana

Conceito ganha destaque nas cidades inteligentes e pode inspirar pequenas localidades brasileiras. Gestores precisam investir em capacitação dos servidores para bom atendimento

(Foto: Ike Weber)

As cidades inteligentes e humanas vão além do desenvolvimento e investimentos em inovação, modernidade e tecnologia. Em meio à necessidade de adotar infraestruturas e sistemas para agilizar o atendimento aos cidadãos, os municípios brasileiros também precisam focar em eficiência por meio da transformação cultural, inspirando-se nos exemplos ao redor do mundo e adequando-os para a realidade de cada localidade e recursos disponíveis.

É o que analisa o jornalista e escritor de “De Mochila pelas Américas – Histórias, Reflexões e Experiências”, Ike Weber, após viajar por 13 países, das três Américas. As vivências mostram grande presença de tecnologia, como lembra ele, mas também muita organização e preservação das tradições locais. “Uma cidade desenvolvida exige recurso, o que não é o caso da realidade dos pequenos e médios municípios do Paraná. Acho que tem que fazer as coisas básicas, uma delas é investimento em treinamento e uma boa gestão, que sem muito recurso você consegue preparar o servidor público para um bom atendimento ao cidadão”, observa.

Aos gestores que participaram do 4º Congresso Paranaense de Cidades Digitais, Weber destacou experiências e como a conectividade também tem papel fundamental no dia a dia da população e turistas. “O acesso à informação já facilita bastante e sabendo o que a população de fato quer pode se empregar de uma maneira mais inteligente o recurso para que as obras ou o investimento em tecnologia sejam mais proveitosos”.

Com a tendência dos municípios tornarem-se cada vez mais digitais, as cidades inteligentes contam com infraestrutura diferenciada, maior qualidade de vida, uma gestão pública eficiente, atraem mais investimentos e incremento ao turismo, além de melhor processo de comunicação e, consequentemente, atendimento ao cidadão.

Conexão gratuita de internet, sensores, máquinas e espaços públicos responsivos, que compreendem o comportamento do cidadão através de dados, demonstram a forte presença de tecnologia nas cidades desenvolvidas. “E há exemplos simples de como a tecnologia pode ser empregada para melhoria da qualidade de vida. Vi na Tailândia, por exemplo, máquinas de água reciclada que respeitam o meio ambiente, são baratas e a população compra pagando centavos. Isso além de dar acesso à água potável também evita o excesso de resíduos porque a pessoa aproveita uma embalagem ou leva uma garrafa própria”, conta.

O turismo é outra fonte de recurso, que aliado ao emprego de ferramentas tecnológicas, pode impulsionar o desenvolvimento regional. Vias, esportes de aventura, natureza, culinárias, arquiteturas, culturas locais são algumas das áreas que podem ser exploradas pelos pequenos municípios em conjunto. “Isso pode ajudar a desenvolver o município, atrair pessoas e gerar recurso. Se faz com conectividade, mas também com planejamento para explorar as potencialidades do município”.