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Rede Cidade Digital - Estudantes criam aplicativo para período de enchentes e são premiados no Acre
Estudantes criam aplicativo para período de enchentes e são premiados no Acre

03/08/2017 15:49h

Estudantes criam aplicativo para período de enchentes e são premiados no Acre

1° Hackathon Smart Cities ocorreu durante o último final de semana em Rio Branco, na ExpoAcre. Plataforma possibilita conectar voluntários a pessoas com casas alagadas.

Grupo People to People venceu 1° Hackathon Smart
Cities de Rio Branco (Foto: Marcos Vicentti/Ascom PMRB)

Os vencedores do 1° Hackathon Smart Cities, ocorrido pela primeira vez em Rio Branco no último final de semana, ganharam a competição com uma plataforma e aplicativo de gerenciamento de crises em situações de enchentes. A maratona – que dura 48 horas – reúne diversos programadores com ideias que unem a área social e a tecnologia.

Na capital acreana, o Hackathon teve sete equipes e a vitoriosa foi a “People to People” (PtoP), que ganhou bolsas de pós-graduação e premiação em dinheiro. Lucas Monteiro, estudante de engenharia florestal da Universidade Federal do Acre (Ufac), que integra o PtoP, diz que a ideia surgiu por ser um problema que atinge direta ou indiretamente todos de Rio Branco.

A plataforma funciona, de acordo com Monteiro, como um banco de dados com mapas e direcionamentos relacionados ao período de alagamento, permitindo, entre outras coisas, acompanhar em tempo real a elevação do rio e quais os primeiros bairros afetados pelas águas do Rio Acre.

“A plataforma envia mensagens para quem está nas imediações de um bairro [que está prestes a ser alagado] dizendo quanto falta para o rio transbordar no local. Psicologicamente, isso cria um efeito ‘manada’, porque um problema enfrentado pela Defesa Civil é que as pessoas, às vezes, não acreditam que a água vá chegar à residência. [Com as mensagens] mais gente vai comentar o assunto e levar mais a sério”, explica.

Além disso, um diferencial importante do aplicativo é que permite conectar tanto pessoas que enfrentam o problema em suas casas quanto aqueles que se interessam em se voluntariar. Dessa forma, o serviço de retirada de famílias pode receber um reforço quando os órgãos públicos estiverem atarefados.

“Por exemplo, quando as pessoas têm que sair das casas alagadas e governo e Exército não têm condições de retirar todo mundo ao mesmo tempo, o aplicativo liga as pessoas que estão precisando a quem se comove e quer colaborar”, complementa o estudante.

Além do aluno de engenharia, o People to People é formado por alunos de agronomia e sistema de informação. Os alunos trabalharam ao lado de um programador e uma analista de sistemas. O evento foi uma iniciativa da prefeitura, governo, Sebrae e outros parceiros.