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6º Congresso Paranaense de Cidades Digitais reúne 100 municípios

Evento compartilha soluções para as localidades; Prefeitura de Guaíra disponibiliza software para gestão de túmulos

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Prefeitos e gestores públicos de 100 municípios participaram nesta quinta e sexta-feira (13 e 14), em Ponta Grossa, do 6º Congresso Paranaense de Cidades Digitais, em busca de soluções para suas localidades. Promovido pela Rede Cidade Digital (RCD) em parceria com a Prefeitura de Ponta Grossa, o encontro tratou do uso estratégico da tecnologia nos serviços públicos, com a meta de modernizar o atendimento e, principalmente, ter maior controle de gestão.  “Daqui com certeza diversas inovações serão implantadas nas cidades. O mais importante é a interação entre os gestores públicos e o acesso a fornecedores de soluções que visam atender melhor o cidadão. O principal objetivo das cidades digitais e inteligentes é melhorar a vida das pessoas”, resume o diretor da RCD, José Marinho.

A mobilidade urbana é uma das áreas em que a tecnologia pode contribuir significativamente. Foi o caso de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Estado, que reduziu o índice de mortes no trânsito ao adotar, em meio às campanhas de conscientização, câmeras de segurança e softwares para controle em tempo real da rede semafórica, por exemplo. “Onde você investe em monitoramento diminui o número de acidentes”, afirma a diretora do Departamento de Trânsito da Prefeitura de Francisco Beltrão, Mari Galvan, acrescentando que os equipamentos, além de contribuir com o trabalho da polícia, ajudam a equipe de trânsito no acompanhamento do comportamento de motoristas e pedestres.  

As câmeras também trazem dados sobre o fluxo veicular em cada via. “Você faz toda a programação na central. Isso traz economia e fluidez. Para o município foi muito importante. Outro ponto que estamos implantando, só possível através desse monitoramento, são as botoeiras que aumentam o tempo de travessia para idosos, cadeirantes e deficientes visuais”, explica Mari.

Além de ferramentas como o zona azul digital adotado em Ponta Grossa, para facilitar a identificação das vagas de estacionamento disponíveis na área central, o consultor do SEBRAE (PR), Luiz Gustavo Comeli, lembra que as cidades precisam focar também no planejamento a longo prazo. Com o crescimento desordenado dos centros urbanos, ele destaca que o planejamento tecnológico por secretaria pode contribuir com o processo, sob a perspectiva da inovação. “Uma cidade é inteligente quando ela é boa para a população e as pessoas se apropriarem das tecnologias disponíveis”, define o especialista.

A curto prazo, de acordo com Comeli, o mapeamento do fluxo de pessoas é o caminho para determinar as políticas de mobilidade. “Para onde as pessoas vão? Essa é a primeira informação que é preciso trabalhar e verificar os riscos e gargalos”, avalia.

Sarcophagus – Durante o Congresso, nesta sexta-feira (14), a Prefeitura de Guaíra disponibilizou aos municípios o sistema Sarcophagus, que faz toda a gestão de túmulos. Segundo o coordenador de TI, Benjamin Lemes Fernandes, a ferramenta deu transparência e controle ao setor. “Foram identificados mais de oito mil lotes e, desses, quase três mil estavam em situação de abandono. O cemitério ganhou uma sobrevida de oito anos”, conta. “Essa ferramenta funcionou para nós e queremos ajudar outros municípios. Através dessa cooperação técnica, queremos que outras pessoas ajudem a melhorá-la”, completa o coordenador.

Outras informações sobre iniciativas tecnológicas no país estão disponíveis pelo http://redecidadedigital.com.br

O 6º Congresso Paranaense de Cidades Digitais teve o patrocínio master da GOVBR, Prínter do Brasil, Thema Informática e CTMGEO; ouro da 1DOC, Exati Tecnologia, Smart Matrix, Betha Sistemas, Input Service Informática e SMART GIS/Estar Digital e MV – Gestão de Saúde; prata da PlayTable e Instituto das Cidades Inteligentes; e bronze do FALACIDADÃO e da PLSS - Pellissari Soluções. O evento contou ainda com o apoio institucional da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e das Associações de Municípios Amusep, Amunpar, Amepar, Amunorpi , Amunop, Amuvi, Amerios, Comcam, Amsop, Amcespar, Cantuquiriguaçu, AMCG e Assomec, além da Associação Brasileira de Empresas de Soluções de Telecomunicações e Informática (Abeprest), Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação – regional Paraná (Assespro-PR) e Hotel Planalto.

Autor: Sharlene Sarti

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