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Cidades inteligentes: o que são e a importância de os municípios se adaptarem a este conceito

Ranking aponta cinco cidades catarinenses entre as 20 que melhor usam a tecnologia em benefício da qualidade de vida da população.

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Smart! Certamente você já leu ou ouviu esta expressão. Geralmente ela vem acompanhada de uma outra, formando novas expressões como smart TV, smartphone, smartcar e smartwatch. Basicamente, este prefixo indica que o produto em questão conta com uma tecnologia diferenciada, tornando-o mais funcional e bem aproveitado.

No caso das smarts cities não é diferente. Há vários rankings com critérios próprios que traçam os perfis das cidades inteligentes, mas, de um modo geral, elas devem fazer um bom uso da tecnologia, de modo que o resultado seja uma melhor qualidade de vida para as pessoas.

Recentemente a Urban Systen divulgou o Ranking Connected Smart Cities. O levantamento levou em conta critérios como número de carros pelo total de habitantes, ciclovias, água potável, esgoto, plano diretor estratégico, internet de alta velocidade, cobertura 4,5G, registro de patentes, mortalidade infantil, homicídios, parques tecnológicos, avanço do Produto Interno Bruto (PIB) per capita e geração de empregos. Campinas foi a cidade mais bem colocada, seguida de São Paulo e Curitiba.

Santa Catarina faz bonito no resultado final

A cidade catarinense mais bem colocada no ranking da Urban System foi Florianópolis, que ocupou a sétima posição. Blumenau aparece duas posições abaixo. Também estão no top 20, Joinville, Itajaí e Balneário Camboriú, em 15º, 16º e 17º, respectivamente.

Desempenho ponto a ponto

O ranking Connected Smart Cities apresenta subdivisões que mostram que o estado tem algumas deficiências ou, pelo menos, não reflete o bom desempenho apresentado no balanço final.

Quando o assunto é mobilidade e acessibilidade, por exemplo, apenas Florianópolis, em nono lugar, e Balneário Camboriú, em 16º, mantêm-se entre as 20 mais bem avaliadas.

Neste recorte, a nota máxima é 6,75 pontos: 1,0 para conexões interestaduais, destinos aeroviários, veículos de baixa emissão e mortes no trânsito; 0,75 para ciclovias e 0,5 para outros indicadores. Florianópolis marcou 2,481 pontos, enquanto Balneário Camboriú chegou a 2,259. Ainda assim, Florianópolis é a melhor cidade da região Sul, destacando-se por possuir o maior percentual de veículos de baixa emissão: 0,05%.

O melhor desempenho catarinense se dá justamente em tecnologia e inovação. Dos nove pontos “disputados”, marcamos 4,321. Neste item são considerados os eixos de tecnologia e inovação e empreendedorismo e economia. A capital perde apenas para Campinas. Depois de Florianópolis, Blumenau aparece na 28ª posição.

Muito a melhorar

Não seria razoável considerar uma cidade inteligente sem avaliar a educação do lugar. E é neste quesito que aparece um dos principais problemas de Santa Catarina. O estado com um desempenho tão expressivo no ranking geral está fora do top 20 da educação. A cidade catarinense melhor colocada neste item, mais uma vez é a Florianópolis. Mas aparece em 21° lugar no ranking nacional.

Além do status

Números da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que cerca de 54% da população mundial vive em áreas urbanas. A organização estima que em 2050 serão 66%. O conceito de cidade inteligente é fundamental para que, diante deste crescimento, haja um melhor aproveitamento dos recursos, e os locais se tornem cada vez melhores para o convívio das pessoas.


Foto: Pixabay


Fonte: G1

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