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Aplicativos: o serviço público em suas mãos

Cristina Schwinden*

app celular

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Você consegue imaginar sua vida hoje sem seu smartphone? Existe uma sensação de que não conseguimos mais viajar, pedir comida em casa, falar com alguém, tirar uma foto, registrar um momento, checar conta bancária e até usar para passar o tempo sem possuir o pequeno aparelho em nossas mãos.

Só no Brasil, mais de 230 milhões de aparelhos estão ativos, uma conectividade jamais imaginada no início deste século. Obviamente que com esta evolução, vários novos nichos de mercado surgiram. Os números falam por si: o valor de mercado do Instagram ultrapassa os US$ 100 bilhões. Para se ter um comparativo, a tradicional Volkswagen vale US$ 99,4 bilhões. Ou seja, estamos falando de uma rede social versus uma grande empresa do ramo automobilístico que produz algo “tangível”, um produto, que circula pelas ruas de todo o Mundo.

Mas o que isso significa?

Considerando este potencial e alcance dos aplicativos, seria um grande desperdício não incluir serviços públicos nas mãos dos cidadãos. O governo digital não é novidade, mas ainda temos uma resistência quanto ao uso de aplicativos para tratar de questões com os órgãos públicos. Quantas vezes você procurou em primeiro lugar um aplicativo para resolver um problema junto ao governo em detrimento de outras alternativas?

As soluções já existem. A conta oficial do Governo do Brasil disponibiliza 75 aplicativos gratuitos nas lojas Play Store (Google) e App Store (Apple). Destes, quantos estão instalados em seu celular? É mais provável que haja mais aplicativos de redes sociais do que de e-gov. As chances de procurar no Google o telefone para entrar em contato ou algum formulário on-line tradicional são maiores do que procurar tais Apps.

Mas o que ainda impede o crescimento possível no uso de Apps de governo?

  • Primeiramente temos que admitir que muitos aplicativos de governo ainda não estão prontos para tratar da maior parte dos serviços públicos disponíveis. A evolução é gradativa, exige maturidade organizacional e, acima de tudo, uma reorganização de processos internos para que o serviço seja disponibilizado de uma forma completamente nova;
  • Em segundo lugar, apesar de existir esta quantidade imensa de smartphones, é perceptível que nem todas as pessoas estão habituadas com as funcionalidades que eles nos permitem realizar, seja por questões culturais, educacionais ou geracionais;
  • E por fim, a confiabilidade é questionada pelo cidadão, já que fornecer dados pessoais no ambiente web ainda é desconfortável para a maioria.

Sendo assim, existe a necessidade de um trabalho em conjunto: de um lado, os gestores públicos devem sempre pensar se os serviços não podem ser migrados para este ambiente novo, planejando como implantar; do outro lado, as empresas devem apresentar mais soluções ao governo, planejando aplicativos baseados em realidade, em um amplo estudo de como a burocracia funciona e se o cidadão se acostumaria com sua utilização.

Trabalhando cada um de seu lado, nos encontramos no meio do caminho e quem ganha é o cidadão!

Cristina Schwinden* Graduada em Administração Pública ESAG/UDESC. Mestre em Administração UFSC. Secretária de Administração da Prefeitura Municipal de Palhoça/SC.


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