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Cidades do Alto Tietê apostam em ferramentas digitais para manter programação cultural ativa durante a pandemia

Tradicionais festivais de inverno e outras atrações culturais, que antes contavam com a presença física do público, agora chegam mais longe com a ajuda da internet

cultura online

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Durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a arte precisou se apropriar das telas para continuar em contato com o público. Nas cidades do Alto Tietê, os tradicionais festivais de inverno, entre outras programações culturais, passaram a ser transmitidos on-line. A mudança, além de alegrar o público, beneficia artistas e a economia local.

Pelas redes sociais e por várias outras plataformas digitais, quem está isolado em casa tem conseguido assistir shows, participar de oficinas e ver peças de teatro. Um desafio e tanto, para um setor em que a platéia faz parte do espetáculo.

“A necessidade de contato, de proximidade, de olho no olho. Isso é uma coisa que não substitui com a tecnologia, mas em tempos de isolamento social, que é preciso, que é necessário, estamos aprendendo e reinventando. Aprendemos novas formas”, afirma Geraldo Garippo diretor de cultura de Suzano.

Na cidade, a mudança na rotina do setor cultural foi sentida desde as oficinas até as apresentações. Segundo o diretor, os cerca de quatro mil alunos passaram a fazer aulas pela internet. Também foram transmitidos 42 shows on-line e outros 30 ainda estão na programação da Secretaria.

“Estamos com 10 espetáculos de teatro disponíveis e workshops disponíveis. Além disso, nós temos a mostra Cultura Presente, que vai ter 30 trabalhos apresentados como lives sempre as sextas e sábados. Música, circo, dança, artes plásticas”, destaca Garippo.

Quando julho chega, a cidade de Mogi das Cruzes se prepara para mergulhar em uma infinidade de apresentações e eventos do tradicional Festival de Inverno Serra do Itapety. Neste ano, a programação se manteve, mas o público não precisou sair de casa. Pela primeira vez na história do festival, tudo é realizado e transmitido pela internet.

“Ao mesmo tempo que a gente perde o laço presencial nas atrações, é muito importante quando você tem público nas apresentações, a gente abriu espaço para conversar com pessoas que a gente não acessava antes pelo meio da internet. Eu acho que essa plataforma vem para ficar, de você suar da internet para ações culturais, mas foi um desafio e tanto fazer todo o festival na plataforma digital”, declara Matheus Sartori, secretário de cultura de Mogi das Cruzes.

Sartori afirma que neste ano o evento conta com 24 apresentações diferentes, em quase todas as linguagens artísticas, como música e teatro. Ao todo, 370 artistas encaram o desafio de se reinventar para não deixar o público, em casa, sem respirar um pouco de arte.

“Alguns artistas foram convidados. Outros se ofereceram dizendo ‘eu tenho uma atração, eu tenho uma atividade, eu já faço na internet e gostaria de fazer parte da programação’. Assim nós fizemos a composição de toda a programação, passando por todos os segmentos, todas as linguagens artísticas”, completa.

Em Guararema a cultura também precisou contar com a criatividade. Na cidade, além de arte, o tradicional Festival de Inverno também atrai cerca de 80 mil pessoas, principalmente, pelas atrações gastronômicas e turísticas da cidade.

A saída para realizar a quinta edição do evento foi transferir tudo para a internet. O festival, que vai até dia 2 de agosto, conta com uma página nas redes sociais, onde comerciantes divulgam produtos e serviços. A compra é feita on-line e o cliente pode escolher entre receber em casa ou retirar no estabelecimento.

“Hoje nós temos 35 comércios que estão cadastrados na nossa página. O bom para esses comerciantes é que toda cidade fica sabendo. Existe também uma divulgação dentro dos condomínios. Então, para eles, é muito importante essa divulgação, principalmente no sentido de apresentar o seu produto. Agora, já passando dessa primeira quinzena do festival de inverno, nossos números já estão na casa das seis mil visitas”, diz o secretário de Desenvolvimento de Guararema Marlon Rodrigues.

“Com relação às vendas, a gente não está muito focado em saber o resultado teórico para o comerciante. Neste momento, a gente tem que dar as mãos, juntar todo o público, comércio, fomentar a compra do comércio local, fazer dinheiro circular dentro da cidade. Isso é muito importante para gente”.

Foto: Reprodução/TV Diário

 

Autor: Carolina Paes, Diário TV 1ª Edição
Fonte: G1

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