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Envelhecimento: adoção de tecnologias para adaptar cidades é essencial

idosos

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Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que pela primeira vez na história, há mais idosos no mundo do que crianças. São 705 milhões de pessoas acima de 65 anos contra 680 milhões entre zero e quatro anos. As estimativas apontam para um crescente desequilíbrio entre os mais velhos e os mais jovens até 2050 - haverá duas pessoas com mais de 65 anos para cada uma entre zero e quatro anos.

Essa desproporção simboliza uma tendência que os demógrafos vêm acompanhando há décadas: na maioria dos países, estamos vivendo mais e tendo cada vez menos filhos. É a transição demográfica, que no Brasil é marcada ainda por uma velocidade acima da média global.

Bem mais que apelar para a solidariedade dos mais novos individualmente, é necessário utilizar o potencial da tecnologia para melhorar a infraestrutura, otimizar a mobilidade urbana e criar soluções sustentáveis como forma de ações coletivas aos idosos. E essa melhoria da qualidade de vida requer planejamento e implementação de cidades inteligentes, as chamadas Smart Cities – aquelas que utilizam inovações para promover o bem-estar dos moradores, o crescimento econômico e, ao mesmo tempo, melhorar a sustentabilidade.

E em áreas como mobilidade, saúde e serviços comunitários, a inovação tecnológica desempenhará um papel fundamental na melhoria das casas e dos ambientes urbanos nos quais essa população idosa crescente viverá. Como a Organização Mundial da Saúde reconhece em sua lista de verificação de cidades favoráveis ao idoso, vale a pena destacar que muitos dos itens também melhoram a vida urbana da população em geral.

As soluções variam da alta tecnologia à simples modificações e muitas vezes uma combinação engenhosa das duas. Governos de todo o mundo estão começando a aderir. E há muito a ser feito. Muitas cidades dão os primeiros passos subsidiando testes e novas ideias.

Além de mobilidade, várias cidades como Taipei, Barcelona, e Cidade do México concentraram recursos na inclusão digital, uma barreira que pode impedir os idosos de acessar soluções inteligentes, desenvolvendo planos de capacitação voltados para os idosos. Já é um começo. Esses planos podem ajudar os idosos a dominar habilidades simples de informática que aumentam sua independência, abrindo novas linhas de comunicação para pessoas que, de outra forma, poderiam estar isoladas.

É fundamental ajudar os membros mais experientes da sociedade a se sentirem confiantes de que não precisam permanecer dentro dos limites de sua vizinhança imediata. Avisos de qualidade do ar localizados em sistemas de IoT, como postes de iluminação ou bancos inteligentes, podem ser incorporados para ajudar os idosos. Os semáforos inteligentes também podem reconhecer os idosos quando chegam às travessias e ajustar o cronômetro para garantir que eles tenham tempo suficiente para atravessar.

Outra área fértil para melhorar o acesso é o uso de sinalização digital inteligente que pode detectar quando um idoso está vendo um sinal, adaptando o tamanho e o layout da fonte para facilitar a leitura e compreensão das informações. Isso pode ajudar não só a comunicar sobre os próximos eventos da comunidade como aumentar sua confiança em trafegar por novos espaços e locais.

Fica claro que, à medida que as populações de muitos países mudam para uma sociedade em envelhecimento, os avanços na IA, IoT e outras tecnologias, serão essenciais para adaptar a vida urbana às necessidades dessas comunidades.

Imagem: Gerd Altmann / Pixabay 

 


Fonte: Segs

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