Ir para conteúdo

Prefeitura do Recife e Porto Digital lançam programa para qualificar ex-alunos da rede pública e ocupar vagas em empresas de tecnologia

Embarque Digital foi lançado nesta terça (14). Até 2024, serão abertas 1,7 mil vagas, sendo 200 na primeira etapa.Inscrições para primeiros cursos gratuitos estão abertas, pela internet, até 26 de setembro.

Porto Digital Recife

OUÇA O ÁUDIO

Em parceria com o Porto Digital, a prefeitura do Recife lançou, nesta terça (14), um programa de inclusão de ex-alunos de escolas públicas no mundo da tecnologia. A ideia do Embarque Digital é capacitá-los para ocupar vagas nas empresas do setor, que precisam de mão de obra qualificada. O município anunciou que serão ofertadas 1,7 mil vagas, até 2024, sendo 200 delas para a primeira fase (veja vídeo acima).

A prefeitura informou que os interessados em participar dessa primeira etapa já podem fazer as inscrições para dois cursos gratuitos. O cadastramento é realizado pelo Conecta Recife, aplicativo desenvolvido pela administração municipal.

Os cursos ofertados nessa etapa são de análise e desenvolvimento de sistemas e sistemas para internet. As inscrições seguem até as 22h do dia 26 de setembro.

De acordo com o edital, são 50 vagas para o turno da manhã e outras 100 para o turno da noite, no curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Há também 50 oportunidades para o turno da noite, no curso de sistema para internet.

Segundo a prefeitura, as formações devem ser oferecidas em parceria com faculdades particulares da capital pernambucana.

Entre elas, estão a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), o Centro Universitário Tiradentes (Unit) e a Faculdade do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

O Embarque Digital tem um investimento total de R$ 23 milhões, segundo a administração municipal. A ação faz parte do Programa Recife Virado, lançado no dia 9 de setembro, com ações voltadas para a economia.

A proposta é usar os recursos do município para custear cursos ministrados pelo Porto Digital, que realizará o mapeamento de vagas no mercado trabalho. Outra meta é oferecer uma residência tecnológica.

"O programa vai gerar oportunidades para estudantes egressos da rede pública que a gente quer trazer para a área de tecnologia, levando em consideração as necessidades de mão de obra das empresas da cidade" afirmou o secretário de Educação do Recife, Fred Amâncio.

Inclusão
Além de beneficiar os jovens que estudaram na rede pública, o programa tem outros pré-requisitos para assegurar a inclusão de parcelas da sociedade que têm menos acesso a oportunidades de qualificação tecnológica.

A seleção para o Embarque Digital levará em consideração as notas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) e o Sistema de Seleção Seriado (SSA), da Universidade de Pernambuco (UPE).

Serão consideradas as provas dos últimos cinco anos. É necessário que o candidato tenha cursado todo o ensino médio na rede pública. Os estudantes que fizeram o ensino fundamental em escolas do governo também terão prioridade no processo seletivo.

Além disso, de acordo com a prefeitura, 50% das vagas devem ser preenchidas por pessoas negras ou pardas. Em caso de empate, a prioridade será para as mulheres.

Os cursos têm duração de dois anos e seis meses e foram feitos especialmente para o projeto, de acordo com o secretário de Educação do Recife, Fred Amâncio. Segundo a gestão municipal, as outras 1,5 mil vagas devem ser ofertadas para os anos letivos de 2022, 2023 e 2024, sendo 500 por ano.

No ato da inscrição, os alunos também devem se comprometer a trabalhar durante dois anos para empresas do Recife, não necessariamente em solo pernambucano, conforme afirmou o secretário.

"Ao ser selecionado como bolsista o aluno deve trabalhar em empresas do Recife. Essa medida é para fortalecer também nossas empresas, além de favorecer os nossos jovens", afirmou.

Mercado
No lançamento do Embarque Digital, a prefeitura informou que as empresas de tecnologia necessitam, cada vez mais, de mão de obra qualificada.

Em Pernambuco, disse o município, as empresas de tecnologia enfrentam dificuldade para suprir a demanda por profissionais.

De acordo com o Porto Digital, em 2020, o mercado tinha mais de 2.500 vagas ociosas nas 340 empresas que integram o parque tecnológico.

Esse número foi contabilizado, mesmo com a contratação de mais de 1700 pessoas, ao longo do ano.

Além disso, justificou o Porto Digital, existe a expectativa de criação de cerca de 3 mil novas vagas até o fim de 2021.

A falta de experiência ou de qualificação profissional no perfil adequado foi o principal motivo para o não preenchimento destas vagas, segundo 43% das empresas do parque tecnológico.

Diante disso, o programa pretende contemplar quatro eixos: mapeamento qualitativo e quantitativo das demandas por mão de obra qualificada em tecnologia e criação de cursos de tecnologia para atender a necessidades do mercado atual.

Também fazem parte dos objetivos do programa a oferta de cursos de graduação tecnológicos com currículo voltado ao mercado e a implantação de residência tecnológica.

"Temos como uma das disciplinas dos cursos a questão da residência profissional da tecnologia. Já desde o primeiro momento vamos dar a oportunidade para os jovens participarem do dia a dia no Porto Digital, para os estudantes se conectarem com as empresas", afirmou Fred Amâncio.

 


Fonte: G1 PE

COMPARTILHE

Rede Cidade Digital

Rua Marechal Deodoro 252 - Centro

CEP: 80.010-010

Telefone: (41)3015-6812

caracteres restantes